Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.117.391

Interrogatório por videoconferência: alegação de nulidade

Relator(a): Maria Marluce Caldas

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que conheceu de agravo para não conhecer de recurso especial, ao fundamento de incidência da Súmula n. 7/STJ, em ação penal na qual o recorrente sustenta nulidade do interrogatório realizado por videoconferência.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão em discussão consiste em saber se, em sede de recurso especial, é possível reconhecer nulidade do interrogatório realizado por videoconferência, com fundamento em violação ao art. 185, § 2º, do Código de Processo Penal, sem necessidade de reexame do conjunto fático-probatório relativo à existência de prejuízo ao exercício da ampla defesa, ou se incide o óbice da Súmula n. 7/STJ.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. O reconhecimento de nulidade do interrogatório realizado por videoconferência, por suposta violação ao art. 185, § 2º, do Código de Processo Penal, demanda verificação concreta de prejuízo ao exercício da ampla defesa, o que pressupõe reexame de fatos e provas produzidos nos autos.

4. Constatado que a pretensão recursal busca infirmar a conclusão das instâncias ordinárias quanto à inexistência ou suficiência de demonstração de prejuízo no interrogatório por videoconferência, incide o óbice da Súmula n. 7/STJ, impondo a manutenção da decisão monocrática que não conheceu do recurso especial.

IV. DISPOSITIVO E TESE

5. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.

Tese de julgamento:

1. A aferição de nulidade do interrogatório realizado por videoconferência, por suposta violação ao art. 185, § 2º, do Código de Processo Penal, exige exame da existência de prejuízo concreto à defesa, providência que envolve reexame de fatos e provas e atrai a incidência da Súmula n. 7/STJ em sede de recurso especial.

Tese

1. A aferição de nulidade do interrogatório realizado por videoconferência, por suposta violação ao art. 185, § 2º, do Código de Processo Penal, exige exame da existência de prejuízo concreto à defesa, providência que envolve reexame de fatos e provas e atrai a incidência da Súmula n. 7/STJ em sede de recurso especial.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.