Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.046.947

Prisão preventiva: organização criminosa transnacional

Relator(a): Rogerio Schietti Cruz

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Prisão preventiva
  • Organização criminosa transnacional
  • Regime inicial semiaberto
  • Compatibilidade da custódia cautelar com o regime
  • Fundamentação idônea

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA TRANSNACIONAL. REGIME INICIAL SEMIABERTO. COMPATIBILIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR COM O REGIME. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. Agravo regimental interposto contra decisão denegatória do habeas corpus.

2. O réu foi condenado por organização criminosa transnacional, armada e com participação de servidores públicos. Em apelação, o Tribunal de origem alterou o regime inicial para o semiaberto e manteve a prisão preventiva com fundamento na gravidade concreta da conduta.

3. A defesa sustenta ausência de fundamentação idônea da cautela e requer a expedição de alvará de soltura.

4. A manutenção da prisão preventiva é compatível com a fixação de regime inicial semiaberto na condenação, desde que haja fundamentos concretos e se adéque a guia provisória ao regime estabelecido.

5. No caso, não se verifica flagrante ilegalidade no acórdão recorrido. A gravidade concreta da atuação em organização criminosa estruturada, transnacional, armada e de elevado poderio econômico constitui motivação idônea para a manutenção da custódia.

6. A contemporaneidade da cautelar relaciona-se à persistência atual dos riscos que a justificam, e não à data do fato delituoso.

7. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 09/04/2026 a 15/04/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão, Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.