STJAgRg no RHC 239.255
Ameaça, injúria e lesão corporal em contexto de violência doméstica
Relator(a): Sebastião Reis Júnior
- Processo Penal
- Direito Penal
- Ameaça, injúria e lesão corporal em contexto de violência doméstica
- Prisão preventiva
- Alegação de decretação de ofício
- Afastamento em razão de representação prévia da autoridade policial
- Observância do sistema acusatório
- Fundamentação da custódia
Ementa
PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. AMEAÇA, INJÚRIA E LESÃO CORPORAL EM CONTEXTO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE DECRETAÇÃO DE OFÍCIO. AFASTAMENTO EM RAZÃO DE REPRESENTAÇÃO PRÉVIA DA AUTORIDADE POLICIAL. OBSERVÂNCIA DO SISTEMA ACUSATÓRIO. FUNDAMENTAÇÃO DA CUSTÓDIA. RESGUARDO DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA, EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE FÍSICA E PSICOLÓGICA DA VÍTIMA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
1. Afasta-se a alegação de conversão da prisão em flagrante em preventiva de ofício, pois houve representação da autoridade policial pela decretação da prisão preventiva e requerimento do Ministério Público, como registrado no termo de audiência de custódia.
2. Hipótese em que a decisão de primeiro grau fundamentou a custódia cautelar na escalada de violência doméstica, durante quatro anos, evidenciada por agressões e ameaças constantes, inclusive com soco no rosto e ameaça de morte, revelando periculosidade concreta e o risco atual de reiteração delitiva. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 24/09/2026 a 01/10/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.