STJAgRg no REsp 2.225.475
Tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Direito Civil
- Tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito
- Ingresso domiciliar sem mandado
- Fundadas razões reconhecidas pelas instâncias ordinárias
- Provas lícitas
- Óbices das súmulas n. 7 e 83/STJ
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Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS E POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. INGRESSO DOMICILIAR SEM MANDADO. FUNDADAS RAZÕES RECONHECIDAS PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DENÚNCIA ANÔNIMA ESPECÍFICA, ATITUDE SUSPEITA, DISPENSA DE OBJETO ILÍCITO E CONSENTIMENTO DA GENITORA COMO ELEMENTO ADICIONAL. PROVAS LÍCITAS. ÓBICES DAS SÚMULAS N. 7 E 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A Corte local, soberana na análise do acervo fático-probatório, reconheceu a justa causa para as buscas pessoal e domiciliar, diante da denúncia anônima específica, do comportamento suspeito do agravante, da dispensa de objeto identificado como entorpecente e da autorização da genitora para o ingresso no imóvel, onde foram apreendidas duas barras de maconha, arma de fogo de uso restrito e munições, caracterizando flagrante de crime permanente. Rever tais premissas demanda reexame de provas, providência inviável na via especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
2. O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte segundo a qual a dispensa de droga, associada a outros elementos objetivos contemporâneos, pode configurar fundada suspeita e justificar diligências subsequentes em contexto de crime permanente, incidindo também a Súmula n. 83/STJ.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Indexação
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