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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.323.959

Estupro de vulnerável: absolvição

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Estupro de vulnerável
  • Absolvição
  • Óbice da súmula 7/STJ
  • Reparação mínima
  • Revisão do quantum
  • Consonância com a jurisprudência desta corte

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ABSOLVIÇÃO. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. REPARAÇÃO MÍNIMA. FIXAÇÃO MANTIDA. REVISÃO DO QUANTUM. NECESSIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO E DE COMPROVAÇÃO FORMAL. ART. 1.029, § 1º, DO CPC E ART. 255, § 1º, DO RISTJ. DECISÃO MONOCRÁTICA AMPARADA PELA SÚMULA 568/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A absolvição por insuficiência probatória demanda o revolvimento da credibilidade e da coerência interna dos relatos e das demais provas, providência vedada na via especial pela Súmula 7/STJ.

2. A reparação mínima fixada com pedido expresso na denúncia e com fundamentação concreta - alteração comportamental da vítima e necessidade de acompanhamento psicológico - não pode ser excluída ou reduzida sem reexame do conjunto fático-probatório, hipótese alcançada pela Súmula 7/STJ.

3. A orientação do acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta Corte sobre danos morais mínimos na sentença penal condenatória, o que atrai a incidência da Súmula 83/STJ.

4. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado, ante a ausência de cotejo analítico e de comprovação formal dos paradigmas, como exigem o art. 1.029, § 1º, do CPC e o art. 255, § 1º, do RISTJ.

5. A decisão monocrática encontra respaldo no enunciado n. 568 da Súmula do STJ, estando preservado o controle colegiado pela interposição do agravo regimental.

6. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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