STJAgRg no REsp 2.052.261
Contravenção penal de vias de fato: crimes de ameaça e cárcere privado
Relator(a): Og Fernandes
- Direito Penal
- Processo Penal
- Contravenção penal de vias de fato
- Crimes de ameaça e cárcere privado
- Violência doméstica
- Fundamentos da decisão agravada devidamente impugnados
- Controvérsias jurídicas relevantes
Ementa
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CONTRAVENÇÃO PENAL DE VIAS DE FATO. CRIMES DE AMEAÇA E CÁRCERE PRIVADO. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA DEVIDAMENTE IMPUGNADOS. CONTROVÉRSIAS JURÍDICAS RELEVANTES. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 7 DO STJ. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE VALOR PROBANTE DA PALAVRA DA VÍTIMA EM CRIMES DOMÉSTICOS. SÚMULA N. 83 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Embora o agravante tenha impugnado todos os fundamentos da decisão agravada, não logrou demonstrar efetivamente que a análise das alegadas contradições nos depoimentos da vítima prescindiria do reexame do conjunto fático-probatório, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do STJ.
2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que, "nos crimes perpetrados no âmbito da violência doméstica, a palavra da vítima tem valor probante diferenciado", sendo suficiente quando corroborada por outros elementos de convicção.
3. Improvido, em parte, o recurso especial com base na Súmula n. 83 do STJ, não foram indicados precedentes contemporâneos ou supervenientes capazes de alterar o entendimento jurisprudencial consolidado sobre os temas versados.
4. Agravo regimental improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 28/08/2025 a 03/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.