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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.025.010

Progressão de regime como consequência de desconsideração de faltas graves recentes

Relator(a): Messod Azulay Neto

Ementa

Direito Processual Penal. Agravo Regimental. Progressão de Regime COMO CONSEQUÊNCIA DE DESCONSIDERAÇÃO DE FALTAS GRAVES RECENTES. TESE DE REABILITAÇÃO. CONSIDERAÇÃO DE TODO O PERÍODO PRISIONAL. Requisito Subjetivo. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. Agravo Não Conhecido.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus sobre pedido de progressão de regime, negado pelo histórico prisional desfavorável.

II. Questão em discussão

2. A questão em discussão consiste em saber se os prazos de reabilitação de faltas disciplinares, individualmente considerados, se sobrepõem à jurisprudência deste STJ.

III. Razões de decidir

3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que o requisito subjetivo para concessão de benefícios executórios deve ser analisado com base em todo o histórico prisional, não se limitando a um período de 12 meses ou mesmo a um prazo de reabilitação.

4. A decisão agravada foi devidamente fundamentada, considerando o histórico prisional do agravante, com registro de faltas graves recentes (anos de 2023 e 2024).

5. Não se constatou flagrante ilegalidade que justificasse a concessão da ordem de ofício.

6. O agravo regimental limitou-se a reiterar as teses do habeas corpus, sem refutar os argumentos da decisão agravada, aplicando-se a Súmula nº 182, STJ.

IV. Dispositivo e tese

7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não conhecido.

Tese de julgamento:

1. A análise do requisito subjetivo para progressão de regime deve considerar todo o histórico prisional do apenado.

2. É inviável o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão agravada.

Dispositivos relevantes citados:Lei de Execução Penal, art. 112, § 7º.

Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 803.075/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 31/5/2023; STJ, AgRg no REsp 2.017.532/TO, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 24/10/2022.

Tese

1. A análise do requisito subjetivo para progressão de regime deve considerar todo o histórico prisional do apenado.

2. É inviável o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão agravada.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental.Os Srs. Ministros Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Ribeiro Dantas.

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