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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.243.065

Atos infracionais análogos ao tráfico de drogas e ao porte de arma de fogo de uso restrito

Relator(a): Carlos Pires Brandão

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ATOS INFRACIONAIS ANÁLOGOS AO TRÁFICO DE DROGAS E AO PORTE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso especial, ao fundamento de que a pretensão de absolvição ou desclassificação demandaria revolvimento do acervo fático-probatório.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há três questões em discussão: (i) saber se a pretensão recursal pode ser conhecida sem revolver o conjunto fático-probatório, à luz da Súmula 7/STJ; (ii) saber se os depoimentos policiais, quando harmônicos e corroborados por outros elementos, são aptos a sustentar a condenação; e (iii) saber se a subsunção aos arts. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, e 16, parágrafo único, IV, da Lei n. 10.826/2003 exige revisão de premissas fáticas sobre liame subjetivo e destinação da droga.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. O reconhecimento de insuficiência probatória ou a desclassificação da conduta demanda reexame de fatos e provas, providência inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7/STJ.

4. Os depoimentos policiais, quando colhidos sob contraditório, harmônicos e corroborados por apreensões e laudos, são aptos a embasar o juízo condenatório, cabendo às instâncias ordinárias a valoração de sua credibilidade.

5. O tráfico de drogas é tipo de ação múltipla, que não exige flagrante de venda, e a análise sobre liame subjetivo e destinação da droga envolve circunstâncias fáticas já apreciadas na origem, insuscetíveis de revisão na via eleita.

IV. DISPOSITIVO

6. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. A Sra. Ministra Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.

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