STJEDcl no AgRg no HC 1.014.229
Rejeição: ausência de vícios no julgado
Relator(a): Messod Azulay Neto
- Processo Penal
- Direito Penal
- Rejeição
- Ausência de vícios no julgado
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REJEIÇÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS NO JULGADO. EMBARGOS REJEITADOS.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos contra acórdão que concluiu pelo desprovimento de agravo regimental em habeas corpus, sob alegação de omissão na análise de fato relevante para o deslinde do feito.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2.A questão em discussão consiste em saber se os embargos de declaração podem ser utilizados para rediscutir matéria já decidida, sem a demonstração de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, conforme o art. 619 do Código de Processo Penal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Os embargos de declaração são recurso com fundamentação vinculada, sendo imprescindível a demonstração de que a decisão embargada se mostrou ambígua, obscura, contraditória ou omissa, conforme o art. 619 do CPP.
4. A mera irresignação com o entendimento apresentado na decisão não é suficiente para o acolhimento dos embargos de declaração.
5. O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes quando já encontrado motivo suficiente para proferir a decisão, não servindo os aclaratórios para rediscussão do julgado.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Resultado do Julgamento: Embargos de declaração rejeitados.
Tese de julgamento:
1. Os embargos de declaração possuem fundamentação vinculada e somente são cabíveis para sanar ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão na decisão embargada, não se prestando para rediscutir o mérito da decisão ou manifestar inconformismo com o resultado do julgamento. 2. O julgador não está obrigado a rebater todos os argumentos apresentados pelas partes, bastando que a decisão seja fundamentada de forma suficiente para justificar sua conclusão.
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 619; CPC, art. 1.022, III; CPP, art. 3º.
Jurisprudência relevante citada:STJ, EDcl no AgRg nos EDcl nos EAREsp n. 1.604.546/PR, de minha relatoria, Terceira Seção, DJe de 22/02/2023; STJ, EDcl no AgRg no HC 934348/RS, de minha relatoria, Quinta Turma, j. 18/12/2024, DJEN 23/12/2024; STJ, REsp n. 2.109.464/SP, Rel. Min. Raul Araújo, Quarta Turma, j. 1/12/2025, DJEN 9/12/2025.
Tese
1. Os embargos de declaração possuem fundamentação vinculada e somente são cabíveis para sanar ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão na decisão embargada, não se prestando para rediscutir o mérito da decisão ou manifestar inconformismo com o resultado do julgamento. 2. O julgador não está obrigado a rebater todos os argumentos apresentados pelas partes, bastando que a decisão seja fundamentada de forma suficiente para justificar sua conclusão.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos. Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.