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Jurisprudências

STJAgRg no RHC 226.118

Trancamento da ação penal: estupro de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente

Relator(a): Og Fernandes

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Trancamento da ação penal
  • Estupro de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente
  • Inépcia da denúncia e justa causa
  • Não ocorrência
  • Revolvimento probatório

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FORNECIMENTO DE BEBIDA ALCOÓLICA A ADOLESCENTE. INÉPCIA DA DENÚNCIA E JUSTA CAUSA. NÃO OCORRÊNCIA. REVOLVIMENTO PROBATÓRIO. AGRAVO IMPROVIDO.

1. A concessão da ordem em habeas corpus exige demonstração de ilegalidade flagrante, de plano, com prova pré-constituída, ônus da parte impetrante.

2. O trancamento da ação penal é medida excepcional, somente cabível quando evidenciadas, de pronto, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios mínimos de autoria e de prova da materialidade.

3. No caso, a denúncia preenche os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, por descrever os fatos com suas circunstâncias, qualificar o acusado, classificar os crimes e indicar o rol de testemunhas, o que afasta a alegação de inépcia.

4. Há justa causa para a persecução penal, diante de elementos indiciários suficientes de autoria e materialidade apontados pelas instâncias ordinárias.

5. A descrição minuciosa dos atos libidinosos é prescindível na fase inicial, notadamente em crimes de natureza sexual praticados às escondidas - e, no caso dos autos, com a vítima inconsciente -, sendo possível o detalhamento durante a instrução criminal.

6. O habeas corpus não comporta análise aprofundada do conjunto fático-probatório, inviabilizando a apreciação de teses que demandam revolvimento de provas.

7. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão e Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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