STJAgRg no AREsp 3.343.205
Tráfico internacional de drogas e de armas: majorante do art. 19 da lei n. 10.826/2003
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Direito Penal
- Processo Penal
- Direito Internacional
- Tráfico internacional de drogas e de armas
- Majorante do art. 19 da lei n. 10.826/2003
- Pretensão de revisão do alcance da prova técnica
- Cadeia de custódia
- Ausência de indícios de substituição ou alteração dos vestígios
- Dissídio jurisprudencial
Ementa
PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E DE ARMAS. MAJORANTE DO ART. 19 DA LEI N. 10.826/2003. PRETENSÃO DE REVISÃO DO ALCANCE DA PROVA TÉCNICA. SÚMULA N. 7/STJ. CADEIA DE CUSTÓDIA. ELEMENTOS CONCRETOS DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE O MATERIAL APREENDIDO E O PERICIADO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE SUBSTITUIÇÃO OU ALTERAÇÃO DOS VESTÍGIOS. SÚMULAS N. 7 E 83/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICO-JURÍDICA. ÓBICE DA SÚMULA N. 7/STJ TAMBÉM PELA ALÍNEA "C".
1. A insurgência contra a manutenção da causa de aumento do art. 19 da Lei n. 10.826/2003 pressupõe concluir, em sentido diverso daquele firmado pela Corte de origem, que os dados técnicos do laudo não permitiriam afirmar a eficiência dos artefatos nem a subsunção à categoria de uso restrito, operação que demanda reexame do conteúdo e do alcance da prova pericial, vedado pela Súmula n. 7/STJ.
2. A alegada quebra da cadeia de custódia foi afastada pelas instâncias ordinárias com fundamento em elementos concretos de correspondência entre o material apreendido e o posteriormente periciado, bem como na inexistência de indícios de substituição, alteração ou corrupção dos vestígios. A revisão dessas premissas demanda nova valoração do conjunto probatório, obstada pela Súmula n. 7/STJ, e a solução adotada se harmoniza com a orientação desta Corte acerca da necessidade de exame, no caso concreto, do comprometimento da integridade e confiabilidade da prova.
3. O recurso especial fundado na alínea "c" do permissivo constitucional não pode ser conhecido quando ausente a necessária similitude fático-jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas invocados e quando a verificação da alegada divergência pressupõe o reexame das premissas probatórias fixadas na origem, também vedado pela Súmula n. 7/STJ.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.