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Jurisprudências

STJAgRg no RHC 238.446

Tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito

Relator(a): Og Fernandes

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Direito Civil
  • Tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito
  • Negativa de autoria e materialidade
  • Prisão preventiva
  • Fundamentação idônea
  • Gravidade concreta da conduta e garantia da ordem pública
  • Quantidade, natureza e diversidade dos entorpecentes

Ementa

PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E POSSE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. NEGATIVA DE AUTORIA E MATERIALIDADE. REEXAME PROBATÓRIO IMPOSSIBILITADO NA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA E GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. QUANTIDADE, NATUREZA E DIVERSIDADE DOS ENTORPECENTES. APREENSÃO DE SUBMETRALHADORA, ARTESANAL E MUNIÇÕES DE CALIBRE RESTRITO. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS INSUFICIENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. A tese defensiva que busca o afastamento da autoria e da materialidade delitiva demanda incursão aprofundada no conjunto fático-probatório, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus e de seu respectivo agravo regimental, os quais exigem prova pré-constituída de ilegalidade flagrante.

2. A segregação cautelar foi devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta da conduta, evidenciada pela quantidade, natureza e diversidade das substâncias entorpecentes apreendidas (143 pedras de crack, 4 unidades de ecstasy e 23 buchas de maconha), preenchendo os requisitos estabelecidos no art. 312, § 3º, III, do Código de Processo Penal - CPP, com a redação dada pela Lei n. 15.272/2025.

3. O porte de armamento de alto poder letal no contexto do narcotráfico, consubstanciado na apreensão de uma submetralhadora de fabricação artesanal calibre 9 mm e de cinco munições intactas de uso restrito, constitui elemento idôneo para demonstrar a periculosidade social dos agentes, justificando a manutenção da medida extrema.

4. A existência de condições pessoais favoráveis, tais como primariedade e residência fixa, não possui o condão de, por si só, desconstituir a prisão preventiva quando preenchidos os seus pressupostos legais, revelando-se, ademais, insuficiente a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.

5. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/08/2026 a 19/08/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão e Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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