TSTAg-AIRR 101603-78.2016.5.01.0204
Terceirização: responsabilidade subsidiária da administração pública
- Direito Constitucional
- Direito do Trabalho
- Direito Administrativo
- Sucessões e Planejamento Patrimonial
- Terceirização
- Responsabilidade subsidiária da administração pública
- Não aderência
- A diligência foi realizada com sucesso em 08/12/2016 (ID. e2f1700)
- Ente Público
- Julgamento Extra / Ultra / Citra Petita
Ementa
DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ART. 1.030, II, DO CPC. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. TEMAS 246 E 1.118 DA REPERCUSSÃO GERAL DO STF. NÃO ADERÊNCIA. 1. No exame da temática atinente à responsabilidade subsidiária da Administração Pública por encargos trabalhistas gerados pelo inadimplemento de empresa prestadora de serviços, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 760.931/DF ( leading case ), submetido à sistemática da repercussão geral, fixou a tese de que "O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93". 2. Posteriormente, no julgamento do Tema 1.118, ficou decidido que " Não há responsabilidade subsidiária da Administração Pública por encargos trabalhistas gerados pelo inadimplemento de empresa prestadora de serviços contratada, se amparada exclusivamente na premissa da inversão do ônus da prova, remanescendo imprescindível a comprovação, pela parte autora, da efetiva existência de comportamento negligente ou nexo de causalidade entre o dano por ele invocado e a conduta comissiva ou omissiva do poder público ". 3. No caso presente, entretanto, o Tribunal Regional declarou a revelia do Estado do Rio de Janeiro ante a sua ausência às audiências. Consignou que " foi expedido mandado para citação do Estado do Rio de Janeiro e para que tomasse ciência da audiência una a ser realizada em 07/02/2017 (ID. 9d62cc1). Nela constou a advertência no sentido de que o não comparecimento do réu importaria o julgamento à sua revelia e na aplicação da confissão (item 1). A diligência foi realizada com sucesso em 08/12/2016 (ID. e2f1700). Ocorre que o segundo réu não compareceu à audiência inicial (ID. 5032da7), tampouco a audiência em prosseguimento, realizada em 28/08/2018 (ID. af938f4), tornando-se, assim, revel e confesso, quanto à matéria de fato ." 4. Nesta situação, não há aderência aos Temas 246 e 1.118 da Repercussão Geral, na medida em que o reconhecimento da culpa in vigilando do administrador público não foi fundamentada em mero inadimplemento ou como consequência de distribuição do ônus da prova, mas na sua revelia e consequente confissão quanto à matéria de fato. Juízo de retratação não exercido.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, não exercer o juízo de retratação e determinar o retorno dos autos à Vice-Presidência deste Tribunal.
Indexação
Ente Público; Julgamento Extra / Ultra / Citra Petita; Ônus da Prova; Pessoa Jurídica de Direito Público