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Jurisprudências

STJEDcl no AgRg no AREsp 3.122.387

Omissão não configurada: incidência das das súmulas n. 182/STJ e n. 7/STJ

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Omissão não configurada
  • Incidência das das súmulas n. 182/STJ e n. 7/STJ
  • Controvérsia sobre cadeia de custódia
  • Enfrentamento suficiente dos fundamentos
  • Inexistência de vício
  • Prequestionamento

Ementa

PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. INCIDÊNCIA DAS DAS SÚMULAS N. 182/STJ E N. 7/STJ. CONTROVÉRSIA SOBRE CADEIA DE CUSTÓDIA. ENFRENTAMENTO SUFICIENTE DOS FUNDAMENTOS. INEXISTÊNCIA DE VÍCIO. PREQUESTIONAMENTO. INVIABILIDADE SEM OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU AMBIGUIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.

1. Os embargos de declaração exigem a demonstração de omissão, obscuridade, contradição ou ambiguidade, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, não se prestando à rediscussão do mérito nem ao reexame de fundamentos já enfrentados.

2. O acórdão embargado enfrentou, de maneira clara e suficiente, a falta de dialeticidade nas razões do agravo regimental (Súmula n. 182/STJ) e, de forma subsidiária, a inviabilidade de revolver as premissas fáticas firmadas na origem quanto à cadeia de custódia da prova digital ante o óbice da Súmula n. 7/STJ.

3. A alegação de que a análise da observância dos arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal configuraria questão eminentemente jurídica foi suficientemente afastada, porque a pretensão demandava a modificação das premissas fático-probatórias delineadas pelo Tribunal de origem, o que é incompatível com a via especial.

4. O pedido de prequestionamento explícito não autoriza, por si, a integração do julgado, ausentes os vícios do art. 619 do Código de Processo Penal.

5. Embargos de declaração rejeitados.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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