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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0000145-87.2016.5.21.0001

Fase de cumprimento de sentença: prescrição intercorrente

Relator(a): DOUGLAS ALENCAR RODRIGUES

Ementa

AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. REGIDO PELA LEI 13.467/2017. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DETERMINAÇÃO JUDICIAL POSTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI 13.467/2017. ARTIGO 11-A DA CLT. INCIDENTE DE RECURSOS DE REVISTA REPETITIVOS. TEMA 39. TRANSCENDÊNCIA JURÍDICA CARACTERIZADA. A questão em debate "A prescrição intercorrente no direito do trabalho somente incide quando o título executivo judicial é posterior à Lei nº 13.467/2017, ou basta que a inércia do exequente em impulsionar a execução seja posterior à vigência da lei?" foi afetada em Incidente de Recursos de Revista Repetitivos (Tema 39), restando caracterizada a transcendência jurídica da causa. O incidente ainda não foi julgado pelo Tribunal Pleno e não houve determinação de suspensão dos recursos em tramitação nesta Corte Superior. Com o advento da Lei 13.467/2017, foi inserido na CLT o art. 11-A, o qual disciplina a prescrição intercorrente no processo do trabalho. De acordo com a sistemática legal, a prescrição será declarada no prazo de dois anos a partir da data em que o exequente deixar de cumprir determinação judicial no curso da execução. O art. 2º da IN/TST 41/2018 estabelece que "O fluxo da prescrição intercorrente conta-se a partir do descumprimento da determinação judicial a que alude o § 1º do art. 11-A da CLT, desde que feita após 11 de novembro de 2017 (Lei nº 13.467/2017).". No caso, a parte foi intimada para promover os atos executórios em 27/04/2023, portanto já sob a vigência da Lei 13.467/2017. Ademais, houve expressa cominação de que a inércia da parte ensejaria a pronúncia da prescrição intercorrente. Desse modo, não se verifica ofensa aos dispositivos constitucionais apontados. Nesse contexto, não afastados os fundamentos da decisão agravada, nenhum reparo ela merece. Agravo não provido, com acréscimo de fundamentação.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo. Brasília, 29 de setembro de 2026.. DOUGLAS ALENCAR RODRIGUES Ministro Relator

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