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Jurisprudências

STJEDcl no AgRg no AREsp 3.169.390

Estupro de vulnerável: pleito absolutório

Relator(a): Og Fernandes

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Estupro de vulnerável
  • Pleito absolutório
  • Insuficiência probatória
  • Necessidade de revolvimento do conjunto fático-porbatório
  • Continuidade delitiva

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PLEITO ABSOLUTÓRIO. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PORBATÓRIO. SÚMULA N. 7 DO STJ. CONTINUIDADE DELITIVA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. No caso, incide a Súmula n. 7 do STJ, pois a pretensão de absolvição por insuficiência probatória demanda o revolvimento das premissas fático-probatórias fixadas pelas instâncias ordinárias, incompatível com a via do recurso especial, restrita à análise de questões de direito.

2. As instâncias ordinárias reconheceram autoria e materialidade com base em relatos consistentes das vítimas, corroborados pelo depoimento da genitora e pelo relatório psicológico, quadro que afasta a tese defensiva sem exigir reexame probatório. Em crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui valor probatório diferenciado quando apoiada por outros elementos.

3. O afastamento da continuidade delitiva ou o reconhecimento de crime único pressupõem o reexame do acervo fático-probatório (dinâmica, reiteração e número de eventos), o que atrai o óbice da Súmula n. 7 do STJ.

4. O pleito de redução da fração relativa à continuidade delitiva formulado apenas nas razões do agravo regimental configura inovação recursal e dele não se pode conhecer.

5. A existência de óbice processual ao conhecimento do recurso especial pela alínea a prejudica a análise da divergência jurisprudencial suscitada com fundamento na alínea c do inciso III do art. 105 da Constituição.

6. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Sra. Ministra Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT).

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