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Jurisprudências

STJAgRg no RHC 203.768

Alegação de quebra da cadeia de custódia de aparelhos celulares

Relator(a): Og Fernandes

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Alegação de quebra da cadeia de custódia de aparelhos celulares
  • Discrepância na numeração dos sacos de evidência
  • Erro material esclarecido
  • Ausência de prova de adulteração
  • Impossibilidade de revolvimento fático-probatório

Ementa

DIREITO PENAL. DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE, FALSA IDENTIDADE, PERSEGUIÇÃO E VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA. ALEGAÇÃO DE QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA DE APARELHOS CELULARES. DISCREPÂNCIA NA NUMERAÇÃO DOS SACOS DE EVIDÊNCIA. ERRO MATERIAL ESCLARECIDO. AUSÊNCIA DE PROVA DE ADULTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. A configuração da quebra da cadeia de custódia pressupõe a demonstração de irregularidades concretas no procedimento de colheita e conservação da prova, com risco efetivo de adulteração dos vestígios coletados.

2. A mera discrepância na numeração dos sacos de evidência, satisfatoriamente esclarecida como erro material posteriormente corrigido na via física, não configura quebra da cadeia de custódia apta a macular a higidez probatória.

3. Compete à defesa o ônus de demonstrar a efetiva adulteração dos dados ou interferência nos vestígios (art. 156 do CPP), não bastando alegações genéricas de irregularidade.

4. A violação da cadeia de custódia não implica automaticamente a inadmissibilidade da prova. Assim, eventuais irregularidades devem ser sopesadas com os demais elementos da instrução criminal.

5. A alteração das premissas fáticas estabelecidas pelas instâncias ordinárias demanda revolvimento de matéria fático-probatória, inviável na via estreita do habeas corpus. Súmula n. 7 do STJ.

6. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/09/2025 a 24/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Carlos Pires Brandão votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

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