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Jurisprudências

STJAgRg no REsp 2.083.689

Pretensão de restabelecer condenação: dissídio jurisprudencial

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Pretensão de restabelecer condenação
  • Dissídio jurisprudencial
  • Ausência de cotejo analítico
  • Alínea "c" do art. 105, III, da constituição
  • Inaplicabilidade

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ART. 311 DO CÓDIGO PENAL. ABSOLVIÇÃO NA ORIGEM LASTREADA EM ATIPICIDADE DA TROCA DE PLACAS E AUSÊNCIA DE PROVA DE PARTICIPAÇÃO NA ADULTERAÇÃO. PRETENSÃO DE RESTABELECER CONDENAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. ALÍNEA "C" DO ART. 105, III, DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 182/STJ. INAPLICABILIDADE. DECISÃO MONOCRÁTICA EM CONFORMIDADE COM ENTENDIMENTO DOMINANTE (SÚMULA 568/STJ). AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A reforma do acórdão estadual para restabelecer a condenação pelo art. 311 do Código Penal demanda a revisão das premissas fáticas firmadas na origem, notadamente a ausência de prova da participação do agente na adulteração do sinal identificador do veículo, providência vedada na via especial, à luz da Súmula 7/STJ.

2. O recurso especial fundado na alínea "c" não pode ser conhecido quando ausente o necessário cotejo analítico entre os julgados confrontados, com demonstração da similitude fática e da divergência de teses.

3. Inaplicável a Súmula 182/STJ quando o agravante impugna, de modo específico, os fundamentos da decisão agravada. A decisão monocrática proferida em conformidade com entendimento dominante não ofende a colegialidade (Súmula 568/STJ).

4. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 07/05/2026 a 13/05/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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