STJAgRg no HC 1.109.366
Tráfico de drogas: prisão preventiva
Relator(a): Sebastião Reis Júnior
- Direito Penal
- Processo Penal
- Direito Civil
- Tráfico de drogas
- Prisão preventiva
- Fundamentação
- Transporte em rodovia federal
- Fundamentação idônea
- Indícios de autoria
Ementa
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA (APREENSÃO DE 8,6 KG DE SKUNK/MACONHA, 2,3 KG DE PASTA-BASE DE COCAÍNA E 0,5 KG DE CLORIDRATO DE COCAÍNA). TRANSPORTE EM RODOVIA FEDERAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INDÍCIOS DE AUTORIA. ASSUNÇÃO DA PROPRIEDADE DA DROGA PELO CORRÉU. INSUFICIÊNCIA PARA AFASTAR, POR SI SÓ, A CUSTÓDIA CAUTELAR. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. INSUFICIÊNCIA.
1. Hipótese em que a prisão preventiva se encontra fundamentada em elementos concretos, consistentes na apreensão de 8,6 kg de skunk/maconha, 2,3 kg de pasta-base de cocaína e 0,5 kg de cloridrato de cocaína, durante o transporte da droga em rodovia federal, circunstâncias que evidenciam a gravidade concreta da conduta e justificam a custódia para garantia da ordem pública, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
2. A posterior assunção da propriedade da droga pelo corréu não afasta, por si só, os indícios de autoria em relação ao agravante, tratando-se de matéria a ser esclarecida no curso da instrução criminal.
3. As condições pessoais favoráveis não impedem a manutenção da prisão preventiva quando presentes fundamentos concretos que evidenciam a necessidade da medida extrema.
4. Demonstrados os requisitos autorizadores da segregação cautelar, revela-se inviável a substituição da prisão preventiva pelas medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal.
5. Agravo regimental improvido. Prejudicado o pedido de reconsideração.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 03/09/2026 a 09/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.