STJEDcl no AgRg no AREsp 3.185.161
Ausência de vícios: fundamentação suficiente quanto à incidência da súmula n. 182/STJ
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Ausência de vícios
- Fundamentação suficiente quanto à incidência da súmula n. 182/STJ
- Inadequação
Ementa
PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE VÍCIOS. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE QUANTO À INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO QUANTO AO ART. 42 DA LEI N. 11.343/2006. SÚMULAS 282 E 356/STF. PEDIDO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INADEQUAÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS.
1. Os embargos de declaração exigem a demonstração de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, não se prestando à rediscussão do mérito do julgado (EDcl no AgRg no REsp n. 1.339.703/RS, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 17/11/2014).
2. Não há omissão quanto à dialeticidade: o acórdão embargado assentou a ausência de impugnação específica dos fundamentos autônomos de inadmissibilidade (Súmula 83/STJ, quanto aos arts. 59, 63 e 64 do CP e ao art. 33 do CP), aplicando, por consequência, o enunciado da Súmula n. 182/STJ.
3. A análise das teses de mérito ficou prejudicada em razão do óbice formal, sendo desnecessário, nesta sede, enfrentar distinções entre revaloração jurídica e reexame probatório para afastar a Súmula 7/STJ.
4. Ausente o indispensável prequestionamento quanto ao art. 42 da Lei n. 11.343/2006, incidem os enunciados n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
5. É inadequado o pedido de concessão de habeas corpus de ofício em embargos de declaração, ausente ilegalidade flagrante e tratando-se de recurso vocacionado à integração do julgado.
6. Embargos de declaração rejeitados.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.