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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.207.324

Pretensão condenatória

Relator(a): Ribeiro Dantas

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PRETENSÃO CONDENATÓRIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. O recurso. Agravo regimental interposto pela acusação contra decisão monocrática que não conheceu de recurso especial.

2. Fato relevante. A Corte de origem concluiu pela não comprovação da hipótese acusatória de estupro, após exame motivado das provas.

3. As decisões anteriores. A decisão monocrática registrou a necessidade de reexame do conjunto fático-probatório para acolher a pretensão condenatória e aplicou a Súmula 7/STJ.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

4. A questão em discussão consiste em saber se, na via especial, é possível afastar a incidência da Súmula 7/STJ para reexaminar fatos e provas com o objetivo de reformar a absolvição e condenar o acusado.

III. RAZÕES DE DECIDIR

5. Aplica-se a Súmula 7/STJ, que veda o reexame de fatos e provas em recurso especial, não sendo possível, na via eleita, substituir a conclusão da Corte local soberana sobre o acervo probatório para impor condenação.

6. A simples existência de depoimento favorável à acusação não obriga a condenação; o julgador deve apreciar racional e motivadamente o conjunto probatório (CPP, art. 155), como procedeu o Tribunal de origem ao confrontar o relato da vítima com os demais elementos.

IV. DISPOSITIVO E TESE

7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.

Tese de julgamento:

1. É vedado, em recurso especial, o reexame do conjunto fático-probatório para modificar absolvição e impor condenação, nos termos da Súmula 7/STJ.

Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 155; STJ, Súmula 7.

Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no REsp 2.121.042/SP, Quinta Turma, julgado em 08.04.2024.

Tese

1. É vedado, em recurso especial, o reexame do conjunto fático-probatório para modificar absolvição e impor condenação, nos termos da Súmula 7/STJ.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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