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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.110.130

Medidas cautelares diversas da prisão: monitoração eletrônica cumulada com recolhimento domiciliar

Relator(a): Carlos Pires Brandão

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Medidas cautelares diversas da prisão
  • Monitoração eletrônica cumulada com recolhimento domiciliar
  • Proporcionalidade e fundamentação

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. MONITORAÇÃO ELETRÔNICA CUMULADA COM RECOLHIMENTO DOMICILIAR. PROPORCIONALIDADE E FUNDAMENTAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que denegou a ordem de habeas corpus e manteve a medida cautelar de monitoração eletrônica cumulada com recolhimento domiciliar.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há quatro questões em discussão: (i) saber se a controvérsia comporta revaloração jurídica sem revolvimento fático-probatório na via estreita do habeas corpus; (ii) saber se o acórdão do Tribunal de origem incorreu em fundamentação per saltum; (iii) saber se os precedentes citados são inaplicáveis por distinguishing; e (iv) saber se a monitoração eletrônica é proporcional e necessária no caso concreto.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A via do habeas corpus não admite revolvimento do conjunto fático-probatório, e a análise da proporcionalidade das cautelares se limita à verificação da idoneidade mínima da motivação, presente no caso.

4. A cumulação de recolhimento domiciliar e monitoração eletrônica é complementar e não redundante, pois a monitoração assegura o controle do cumprimento da restrição espacial e temporal.

5. O contexto concreto revela maior periculosidade, com abordagem em rodovia durante a madrugada, após ocorrência de crime patrimonial na região, e apreensão de armamento municiado de calibre restrito, justificando a medida.

6. Não há fundamentação per saltum quando o Tribunal de origem reforça, com dados constantes do inquérito ou do flagrante, o núcleo da motivação de primeiro grau, sem criar premissas estranhas aos autos.

7. Os precedentes citados são pertinentes quanto à ratio decidendi sobre a legitimidade e proporcionalidade de cautelares rigorosas diante de gravidade concreta e risco à ordem pública.

8. Não se verifica constrangimento ilegal na manutenção da monitoração eletrônica.

IV. DISPOSITIVO

9. Agravo regimental desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 17/09/2026 a 24/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. Os Srs. Ministros Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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