STJAgRg no AREsp 3.177.681
Estupro de vulnerável: insuficiência probatória
Relator(a): Ribeiro Dantas
- Processo Penal
- Direito Penal
- Estupro de vulnerável
- Insuficiência probatória
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS EM RECURSO ESPECIAL (SÚMULA 7/STJ). AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu de recurso especial.
2. Fato relevante. A Corte de origem, após exame crítico da prova testemunhal e do laudo psicológico produzido, apontou contradições e inconsistências na narrativa acusatória e absolveu o réu por insuficiência probatória.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Saber se, em recurso especial, é possível reexaminar o conjunto fático-probatório para substituir a absolvição por condenação.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A pretensão condenatória demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, providência vedada em recurso especial, conforme a Súmula 7/STJ.
5. O Tribunal local, soberano na análise das provas, identificou divergências relevantes entre as provas e aplicou o in dubio pro reo; alterar essa conclusão exigiria reexame probatório incompatível com a via especial.
6. O art. 155 do CPP impõe que o julgador fundamente sua decisão na prova produzida sob contraditório; a simples existência de um depoimento favorável à acusação não obriga o juiz a condenar o acusado, pois esse dado probatório (como qualquer outro) precisará ser racionalmente e motivadamente examinado pelo Judiciário.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. Em recurso especial, não é possível o reexame de fatos e provas, incidindo a Súmula 7/STJ.
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 155; Súmula 7/STJ
Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no REsp 2.121.042/SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 08.04.2024, DJe 12.04.2024
Tese
1. Em recurso especial, não é possível o reexame de fatos e provas, incidindo a Súmula 7/STJ.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.