STJEDcl no AgRg no AREsp 2.960.470
Omissão inexistente: rediscussão de matéria
Relator(a): Otávio de Almeida Toledo (desembargador Convocado do Tjsp)
- Processo Penal
- Direito Penal
- Omissão inexistente
- Rediscussão de matéria
- Impossibilidade
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO INEXISTENTE. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
I. Caso em exame
1. Embargos de declaração opostos ao acórdão da Sexta Turma do STJ que negou provimento ao agravo regimental.
II. Questão em discussão
2. A discussão consiste em saber se há omissão no acórdão embargado, que teria deixado de considerar os pontos relevantes levantados pela defesa.
III. Razões de decidir
3. Os embargos de declaração destinam-se a sanar ambiguidade, suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição no julgado, o que não se verificou na hipótese.
4. Não se vislumbra a existência de omissão no acórdão embargado, mas sim a pretensão de rediscussão da matéria já decidida, o que é inviável em sede de embargos de declaração.
IV. Dispositivo e tese
5. Embargos de declaração rejeitados.
Teses de julgamento: 1. Os embargos de declaração não constituem instrumento adequado para a rediscussão da matéria de mérito. 2. A falta de exame da matéria de fundo não se caracteriza como omissão, senão mera decorrência do exercício do devido juízo de admissibilidade recursal.
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 619.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmula n.182.
Tese
1. Os embargos de declaração não constituem instrumento adequado para a rediscussão da matéria de mérito. 2. A falta de exame da matéria de fundo não se caracteriza como omissão, senão mera decorrência do exercício do devido juízo de admissibilidade recursal.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro Relator.