STJAgRg no RHC 227.893
Tráfico de drogas: prisão preventiva
Relator(a): Carlos Pires Brandão
- Processo Penal
- Direito Penal
- Tráfico de drogas
- Prisão preventiva
- Fundamentação idônea
- Quantidade e variedade de entorpecentes
- Garantia da ordem pública
- Medidas cautelares diversas
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. QUANTIDADE E VARIEDADE DE ENTORPECENTES. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. INSUFICIÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto pelo acusado contra decisão que negou provimento ao recurso em habeas corpus, mantendo sua prisão preventiva.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em verificar se a decisão monocrática apresentou fundamentação idônea para manter a prisão preventiva, baseada na quantidade e variedade de drogas e no modus operandi, e se as condições pessoais favoráveis do agente autorizariam a revogação da custódia ou sua substituição por cautelares diversas.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A custódia cautelar foi mantida com base em elementos concretos dos autos, especialmente a considerável quantidade e a diversidade das drogas apreendidas, circunstâncias que evidenciam a gravidade concreta da conduta e o risco à ordem pública.
4. As medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes diante da periculosidade social evidenciada pelo modus operandi e pela quantidade e variedade dos entorpecentes apreendidos.
IV. DISPOSITIVO
5. Agravo regimental não provido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 05/02/2026 a 11/02/2026, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.