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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.250.892

Impugnação específica: julgamento monocrático

Relator(a): Messod Azulay Neto

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 7/STJ. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. O recurso. Agravo regimental contra decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso especial, por ausência de impugnação específica ao óbice da Súmula 7/STJ.

2. Fato relevante. No recurso especial, a defesa alegou ilicitude das provas (ingresso policial em condomínio sem autorização, ação controlada sem autorização judicial e quebra da cadeia de custódia de celulares), postulou absolvição e, subsidiariamente, redução das penas-base, aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, alteração do regime inicial e restituição de aparelhos celulares.

3. As decisões anteriores. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial com base na Súmula 7/STJ. O agravo em recurso especial afirmou buscar nova valoração das provas, mas apresentou narrativa própria dos fatos, dissociada das premissas fáticas firmadas no acórdão recorrido.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

4. A questão em discussão consiste em: (i) saber se o agravo em recurso especial impugnou de forma direta e específica o óbice da Súmula 7/STJ, demonstrando que o exame das teses prescinde do reexame de provas; (ii) saber se o julgamento monocrático, amparado no CPC e no RISTJ, viola o princípio da colegialidade.

III. RAZÕES DE DECIDIR

5. O agravo em recurso especial não demonstrou a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ, porque não partiu dos fatos fixados no acórdão recorrido e pretendeu revalorar o conjunto probatório; correta a negativa de seguimento com fundamento no CPC, art. 932, III, e RISTJ, art. 253, parágrafo único, I.

6. O julgamento monocrático do agravo em recurso especial possui previsão legal e regimental e não ofende a colegialidade, pois o agravo regimental devolve a matéria ao colegiado.

IV. DISPOSITIVO

7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.

Dispositivos relevantes citados:CPC/2015, art. 932, III; RISTJ, art. 253, parágrafo único, I; RISTJ, art. 258 e § 3º; CPP, art. 118; STJ, Súmula 7

Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no AREsp 2.404.539/CE, Sexta Turma, j. 12.09.2023, DJe 21.09.2023; STJ, AgRg no AREsp 2.439.859/PR, Quinta Turma, j. 20.02.2024, DJe 26.02.2024.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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