STJAgRg nos EDcl no REsp 2.255.301
Tribunal do júri: homicídio qualificado
Relator(a): Antonio Saldanha Palheiro
- Direito Penal
- Processo Penal
- Tribunal do júri
- Homicídio qualificado
- Interrogatório no tribunal do júri
- Condenação com lastro em provas judicializadas
- Dosimetria da pena
- Pena-base
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. HOMICÍDIO QUALIFICADO. INTERROGATÓRIO NO TRIBUNAL DO JÚRI. DIREITO AO SILÊNCIO SELETIVO RESPEITADO. VIOLAÇÃO AO ART. 155 DO CPP NÃO CONFIGURADA. CONDENAÇÃO COM LASTRO EM PROVAS JUDICIALIZADAS. DOSIMETRIA DA PENA. PENA-BASE. VETORES NEGATIVOS FUNDAMENTADOS. SEGUNDA FASE. QUALIFICADORAS SOBRESSALENTES UTILIZADAS COMO AGRAVANTES. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. No caso dos autos, o direito ao silêncio foi exercido nos moldes constitucionais, inexistindo nulidade no interrogatório quando garantida a faculdade de não responder a perguntas específicas.
2. A condenação não se fundou exclusivamente em elementos informativos, havendo provas colhidas sob o contraditório judicial que amparam o veredicto soberano do Conselho de Sentença.
3. Os fundamentos utilizados para negativar a culpabilidade e as consequências do crime são concretos e idôneos, não havendo desproporcionalidade a ser corrigida na via especial.
4. Na dosimetria, é pacífica a compreensão de que qualificadoras remanescentes podem servir para agravar a pena na segunda fase ou elevar a pena-base, sem que isso configure bis in idem.
5. Agravo regimental desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.