STJAgRg no HC 1.059.546
Tráfico de drogas: busca pessoal e veicular
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Tráfico de drogas
- Busca pessoal e veicular
- Matéria já examinada em writ anterior
- Impossibilidade de novo exame
- Tráfico privilegiado afastado
- Quantidade e modus operandi
Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. BUSCA PESSOAL E VEICULAR. MATÉRIA JÁ EXAMINADA EM WRIT ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE NOVO EXAME. TRÁFICO PRIVILEGIADO AFASTADO. QUANTIDADE E MODUS OPERANDI. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. REGIME FECHADO. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE PELA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA. FUNDAMENTO IDÔNEO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A alegação de ilicitude das provas, por suposta ausência de fundadas razões para a busca pessoal e veicular, já foi examinada por esta Corte em habeas corpus anterior (HC n. 1.008.714), no qual se concluiu pela existência de justa causa diante de informações específicas, identificação do veículo e campana no local do descarregamento, o que impede novo exame da matéria em mera reiteração de pedido.
2. A negativa da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 foi lastreada em elementos concretos (vultosa quantidade de cocaína e ocultação mediante soldagem em cofre metálico no tanque do caminhão), não sendo possível, na via estreita do habeas corpus, rever premissas fático-probatórias.
3. Mantém-se o regime inicial fechado quando a exasperação da pena-base e a quantidade e natureza da droga apreendida constituem fundamentos concretos suficientes, nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006.
4. Agravo regimental não provido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.