STJAgRg no REsp 2.242.570
Importunação sexual: absolvição
Relator(a): Antonio Saldanha Palheiro
- Direito Penal
- Processo Penal
- Importunação sexual
- Absolvição
- Inviabilidade
- Conjunto probatório robusto
- Suspensão condicional do processo
- Deficiência de fundamentação
Ementa
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IMPORTUNAÇÃO SEXUAL. ABSOLVIÇÃO. INVIABILIDADE. CONJUNTO PROBATÓRIO ROBUSTO. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. As instâncias ordinárias, após ampla instrução probatória, concluíram, com base em elementos colhidos sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, pela condenação do recorrente.
2. O pronunciamento condenatório amparou-se em diversos meios de prova, dentre os quais se destacam o testemunho da vítima, que descreveu com minúcia a dinâmica dos fatos, e o depoimento de testemunha também ouvida em juízo.
3. A eventual reversão da conclusão firmada pelas instâncias ordinárias demanda extenso reexame do acervo fático-probatório dos autos, providência obstada pela Súmula n. 7/STJ.
4. É inviável o conhecimento do recurso especial quando verificado descompasso argumentativo entre o entendimento firmado pelo Tribunal local e as razões deduzidas no apelo nobre, nos termos da Súmula n. 284/STF, por caracterizar deficiência de fundamentação, como na espécie.
5. Segundo a jurisprudência desta Corte, é inviável pleitear a concessão de habeas corpus de ofício com o objetivo de afastar eventual óbice processual.
6. Agravo regimental desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/02/2026 a 25/02/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.