Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

STJAgRg no RHC 229.624

Trancamento da ação penal: medida excepcional

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Trancamento da ação penal
  • Medida excepcional
  • Justa causa demonstrada
  • Recebimento e ratificação da denúncia
  • Fundamentação sucinta
  • Suficiência

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E POSSE/ARMAZENAMENTO DE REGISTRO AUDIOVISUAL DE CONTEÚDO SEXUAL ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. MEDIDA EXCEPCIONAL. JUSTA CAUSA DEMONSTRADA. RECEBIMENTO E RATIFICAÇÃO DA DENÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO SUCINTA. SUFICIÊNCIA. REVOLVIMENTO PROBATÓRIO INVIÁVEL NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. O trancamento da ação penal é medida excepcional, apenas cabível quando evidenciada, de plano, a atipicidade da conduta, a inépcia da denúncia, a absoluta ausência de indícios de autoria e prova da materialidade, ou a existência de causa extintiva da punibilidade.

2. No caso, a denúncia descreveu adequadamente os fatos, individualizou o agravante e indicou elementos mínimos de materialidade e indícios de autoria, atendendo aos requisitos do art. 41 do CPP, o que inviabiliza o trancamento da ação penal por ausência de justa causa

3. A decisão que recebe e ratifica a denúncia possui natureza interlocutória e prescinde de fundamentação exauriente, sendo suficiente a indicação das razões para o prosseguimento da ação, notadamente a inexistência das hipóteses do art. 397 do CPP.

4. Alegações que demandam exame aprofundado do conjunto fático-probatório, como a suposta contradição no depoimento judicial da vítima, não comportam análise em habeas corpus, devendo ser apreciadas na instrução.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.