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Jurisprudências

STJAgRg no REsp 2.123.334

Busca Pessoal: fundada Suspeita

Relator(a): Messod Azulay Neto

Ementa

Direito Processual Penal. Agravo Regimental. Busca Pessoal. Fundada Suspeita. Legalidade da Prova. Agravo Desprovido.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu de recurso especial em que se alegava nulidade da busca pessoal realizada por policiais militares, sob o argumento de ausência de fundada suspeita e ilicitude das provas subsequentes. Os agravantes foram condenados à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão, a serem cumpridas em regime inicial aberto, além do pagamento de 167 dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 33 da Lei nº 11.343/06.

II. Questão em discussão

2. A questão em discussão consiste em saber se a busca pessoal realizada foi amparada por fundada suspeita, conforme exigido pelo art. 244 do Código de Processo Penal, legitimando a apreensão de drogas e a validade das provas daí decorrentes.

III. Razões de decidir

3. O Tribunal de origem concluiu que a diligência policial foi amparada por fundada suspeita, considerando o comportamento anormal dos recorrentes e a necessidade de preservação da ordem pública, atribuição constitucional das polícias militares (CF, art. 144, § 5º).

4. A revista resultou na apreensão de aproximadamente 250 g de maconha, confirmando a justa causa da abordagem e evidenciando a ocorrência de crime em situação de flagrante delito permanente.

5. A jurisprudência do STF e do STJ reconhece a legitimidade da busca pessoal quando baseada em comportamentos suspeitos, como nervosismo incomum ou atitudes evasivas, não havendo falar em arbitrariedade ou ausência de previsão legal.

6. Alterar as conclusões do acórdão recorrido demandaria reexame de fatos e provas, o que é vedado no rito do recurso especial, conforme a Súmula n. 7, STJ.

IV. Dispositivo e tese

7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.

Tese de julgamento:

1. A busca pessoal é legítima quando fundada em circunstâncias objetivas que indiquem comportamento suspeito, como nervosismo incomum ao avistar a viatura policial.

2. A apreensão de drogas durante a revista confirma a justa causa da diligência, não havendo nulidade das provas obtidas.

3. O reexame de fatos e provas é inviável na via do recurso especial (Súmula n. 7/STJ).

Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 244; CPP, art. 240.

Jurisprudência relevante citada: STF, RE 603.616/RO, Rel. Min. Gilmar Mendes; STJ, AgRg no HC 231.111/SP, Rel. Min. Cristiano Zanin; STJ, AgRg no HC 873.039/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca.

Tese

1. A busca pessoal é legítima quando fundada em circunstâncias objetivas que indiquem comportamento suspeito, como nervosismo incomum ao avistar a viatura policial.

2. A apreensão de drogas durante a revista confirma a justa causa da diligência, não havendo nulidade das provas obtidas.

3. O reexame de fatos e provas é inviável na via do recurso especial (Súmula n. 7/STJ).

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/10/2025 a 22/10/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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