STJEDcl no AgRg no AREsp 3.103.622
Ausência de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Direito Constitucional
- Ausência de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão
- Pretensão de rediscussão da matéria
- Inviabilidade
- Prequestionamento de matéria constitucional
- Impossibilidade
Ementa
PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 619 DO CPP. AUSÊNCIA DE AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. INVIABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS REJEITADOS.
1. Os embargos de declaração exigem a demonstração de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão na decisão embargada, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, admitindo-se, ainda, a correção de erro material e, excepcionalmente, a modificação do decisum.
2. No caso, não se verificam os vícios alegados. O acórdão embargado enfrentou, de modo claro e suficiente, as razões do agravo regimental, aplicando a Súmula n. 182/STJ por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada; afastando a tese generica de necessidade de mera revaloração jurídica (Súmula n. 7/STJ); reconhecendo a deficiência de fundamentação quanto à dosimetria (Súmula n. 284/STF); e registrando a falta de cotejo analítico para a demonstração adequada do dissídio jurisprudencial.
3. É vedado ao Superior Tribunal de Justiça, inclusive para fins de prequestionamento, o exame de ofensa direta a dispositivos constitucionais, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal.
4. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do mérito nem à reapreciação das alegações já examinadas, quando ausentes os vícios do art. 619 do CPP.
5. Embargos de declaração rejeitados.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.