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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.034.302

Trancamento de ação socioeducativa: alegação de atipicidade da conduta e de ausência de justa causa

Relator(a): Ribeiro Dantas

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DE AÇÃO SOCIOEDUCATIVA. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA E DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. RECURSO IMPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus, no qual se pleiteava o trancamento de ação socioeducativa por ausência de justa causa, em razão da alegada atipicidade da contravenção penal de "vias de fato" em contexto de agressões recíprocas entre adolescentes.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão em discussão consiste em saber se a contravenção penal de "vias de fato" em contexto de agressões recíprocas entre adolescentes configura ausência de justa causa para o prosseguimento da ação socioeducativa.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. O trancamento da ação socioeducativa é medida excepcional, cabível apenas quando há inequívoca comprovação da atipicidade da conduta, ausência de indícios de autoria ou materialidade, ou extinção da punibilidade, o que não se verifica no caso.

4. A manutenção do processamento da ação socioeducativa é necessária e proporcional para a elucidação dos fatos e eventual aplicação da resposta socioeducativa adequada.

IV. DISPOSITIVO E TESE

5. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.

Tese de julgamento: 1. O trancamento de ação socioeducativa por meio de habeas corpus é medida excepcional, cabível apenas quando comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a ausência de indícios de autoria ou materialidade, ou a extinção da punibilidade.

Dispositivos relevantes citados: Nenhum dispositivo relevante citado.

Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no RHC n. 181.318/PR, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe de 26/9/2024.

Tese

1. O trancamento de ação socioeducativa por meio de habeas corpus é medida excepcional, cabível apenas quando comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a ausência de indícios de autoria ou materialidade, ou a extinção da punibilidade.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/02/2026 a 25/02/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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