STJREsp 2.232.141
Tráfico de drogas: absolvição ou desclassificação para uso próprio
Relator(a): Sebastião Reis Júnior
- Direito Penal
- Processo Penal
- Tráfico de drogas
- Absolvição ou desclassificação para uso próprio
- Quantidade e natureza das drogas
- Palavra dos policiais
- Dosimetria
- Pena-base exasperada
Ementa
RECURSO ESPECIAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO PRÓPRIO. ART. 28 DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E NATUREZA DAS DROGAS. PALAVRA DOS POLICIAIS. SÚMULA 7/STJ. DOSIMETRIA. PENA-BASE EXASPERADA. ART. 42 DA LEI N. 11.343/2006. PEQUENA QUANTIDADE. VARIEDADE E NOCIVIDADE. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO.
1. O Tribunal de origem concluiu pela caracterização do crime de tráfico com fundamento nas provas dos autos, especialmente na apreensão de porções de drogas prontas para comercialização (21 g de maconha e 0,7 g de cocaína), na abordagem decorrente de denúncia sobre mercancia na orla e na indicação de um usuário que informou ter adquirido droga do recorrente.
2. A palavra dos policiais, quando em harmonia com os demais elementos de prova e ausente qualquer indício de parcialidade, constitui meio de prova idôneo para sustentar a condenação.
3. O pleito de absolvição ou de desclassificação da conduta para porte de entorpecentes para consumo pessoal demanda o reexame do conjunto fático-probatório, providência obstada pela Súmula 7/STJ.
4. Na dosimetria, a natureza nociva e a variedade dos entorpecentes apreendidos justificam a exasperação da pena-base acima do mínimo legal, nos termos do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, não se configurando desproporcionalidade.
5. Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/08/2026 a 02/09/2026, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.