TSTRR 10414-16.2023.5.18.0005
Rescisão indireta: não pagamento de horas extras
Relator(a): José Pedro de Camargo Rodrigues de Souza
- Direito do Trabalho
- Rescisão indireta
- Não pagamento de horas extras
- Falta grave
- Não configuração
- Divergência jurisprudência inválida e inespecífica
Ementa
RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO INDIRETA. NÃO PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS. FALTA GRAVE. NÃO CONFIGURAÇÃO. TRANSCENDENCIA RECONHECIDA . A Corte a quo concluiu por reformar a sentença que havia reconhecido a rescisão contratual indireta destacando que , "Por ser uma forma excepcional de cessação do pacto laboral, a rescisão indireta exige, para a sua configuração, uma prova robusta e convincente quanto a uma ação ou omissão do empregador que se enquadre nas hipóteses arroladas no artigo 483 da CLT, ônus do reclamante.". No caso, o quadro descrito revelou se tratar de horas extras reconhecidas em juízo as quais foram deferidas apenas com base nas regras de distribuição do ônus da prova, não se vislumbrando conduta grave o suficiente a ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho. Logo, diante do contexto delineado pelo Tribunal de origem, não se constata violação literal do art. 483, "d", da CLT, uma vez que não restou configurada a falta grave da reclamada a ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho, conforme pretendido pela reclamante. Divergência jurisprudência inválida e inespecífica. Recurso de revista não conhecido.
Decisão
Acordam os Ministros por maioria, vencido o Exmo. Desembargador Convocado José Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, Relator, não conhecer do recurso de revista.
Indexação
Rescisão Indireta