TSTAg-AIRR 0020158-93.2022.5.04.0123
Adicional de insalubridade: grau máximo
Relator(a): EVANDRO PEREIRA VALADÃO LOPES
- Direito do Trabalho
- Adicional de insalubridade
- Grau máximo
- Pacientes com doenças infectocontagiosas
- Exposição habitual ou intermitente
- Dialética recursal
- Ausência
Ementa
AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU MÁXIMO. PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS. EXPOSIÇÃO HABITUAL OU INTERMITENTE. DIALÉTICA RECURSAL. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 422, I, DO TST. INCIDÊNCIA. I. A Súmula nº 422, I, do TST consagra a necessidade de a parte recorrente expor, de forma apropriada, as razões pelas quais entende que a decisão atacada merece ser reformada. Caso não as forneça, ou as apresente de forma insuficiente, ter-se-á por inadmissível o recurso, diante da ausência de dialética recursal. II. No caso dos autos, na decisão unipessoal agravada, negou-se provimento ao agravo de instrumento quanto ao tema “adicional de insalubridade - grau máximo - pacientes com doenças infectocontagiosas - exposição habitual ou intermitente”, em razão o óbice processual do art. 896, §7º, da CLT e da Súmula 333 do TST. A Agravante, por sua vez, limita-se nas suas razões recursais a impugnar tema diverso, qual seja “base de cálculo do adicional de insalubridade”. Deixou de combater, contudo, os óbices processuais do tema mencionado na decisão agravada, que obstaram o processamento do recurso de revista. Portanto, está ausente a dialética recursal, no particular. III. Agravo interno de que não se conhece.
Decisão
Acordam os Ministros à unanimidade, não conhecer do agravo interno. Brasília, 18 de novembro de 2025. EVANDRO VALADÃO Ministro Relator