TSTRRAg 10183-47.2021.5.03.0111
Rito sumaríssimo: juros
- Direito do Trabalho
- Direito Civil
- Processo Civil
- Direito Digital e Proteção de Dados
- Rito sumaríssimo
- Juros
- Correção monetária
- Apelo desfundamentado
- Indenização por dano patrimonial
- Uso de internet pessoal para o trabalho
Ementa
DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RITO SUMARÍSSIMO. JUROS. CORREÇÃO MONETÁRIA. APELO DESFUNDAMENTADO. ART. 896, § 9º, DA CLT. SÚMULA Nº 442 DO TST. 1. Na hipótese, o recurso de revista encontra-se desfundamentado, uma vez que, em suas razões recursais, a parte recorrente não indica violação de dispositivo constitucional ou contrariedade à súmula do TST ou à súmula vinculante do STF. 2. Assim, a pretensão recursal esbarra no óbice do art. 896, § 9º, da CLT e da Súmula nº 442 do TST.) Agravo de instrumento de que não se conhece. DIREITO DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO POR DANO PATRIMONIAL. USO DE INTERNET PESSOAL PARA O TRABALHO. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA Nº 126 DO TST. APELO QUE NÃO IMPUGNA ESPECIFICAMENTE OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. TRANSCENDÊNCIA NÃO EXAMINADA. Na hipótese, verifica-se que, nas razões do agravo de instrumento, o autor não impugnou de forma direta e específica o fundamento utilizado pela Vice-Presidência do TRT para denegar seguimento ao recurso de revista (incidência da Súmula nº 126 do TST), o que ensejou a aplicação da Súmula nº 422, I, deste Tribunal Superior. Agravo de instrumento de que não se conhece. DIREITO DO TRABALHO. INTERVALO INTRAJORNADA. HORAS EXTRAS. VEDAÇÃO A REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA Nº 126 DO TST. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA. 1. Na hipótese, a Corte de origem concluiu que, " a partir das declarações da testemunha da reclamada, que o reclamante gozou uma hora de intervalo, de segunda-feira a sexta-feira ". 2. Em tal contexto, a aferição das teses recursais antagônicas, no sentido da supressão do intervalo intrajornada, sendo-lhe devidas as horas extras, implicaria indispensável reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que não se admite nesta fase recursal extraordinária, a teor da Súmula nº 126 do TST. Agravo de instrumento a que se nega provimento, no particular. DIREITO DO TRABALHO E PROCESSUAL DO TRABALHO. RECURSO DE REVISTA. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA. ADI 5.766/DF. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na sessão de 20/10/2021, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5.766), declarou inconstitucional o § 4º do art. 791-A da CLT, introduzido pela Lei nº 13.467/2017, quanto à possibilidade de execução dos honorários advocatícios sucumbenciais quando o beneficiário da justiça gratuita obtivesse em juízo, mesmo que em outro processo, créditos capazes de suportar as despesas. 2. O princípio da sucumbência, instituído no caput do art. 791-A, permaneceu hígido e justifica o deferimento dos honorários advocatícios pelo fato objetivo da derrota na pretensão formulada. 3. A exigibilidade da obrigação é que fica vinculada à concessão ou não dos benefícios da justiça gratuita. Rejeitados, ela é exigível de imediato. Concedidos, embora a parte seja condenada ao pagamento de honorários advocatícios, a exigibilidade fica suspensa. 4. Não se pode compreender, portanto, que a concessão dos benefícios da justiça gratuita provoque a liberação definitiva da responsabilidade pelos honorários sucumbenciais, pois a situação econômica do litigante diz respeito ao estado da pessoa e pode alterar com o passar do tempo. Quem é beneficiário da Justiça Gratuita hoje, poderá deixar de ser no período legal de suspensão de exigibilidade. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade: I - conhecer parcialmente do agravo de instrumento e, no mérito, negar-lhe provimento; II - conhecer do recurso de revista, por violação do art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal, e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para, em observância da decisão vinculante proferida pelo STF na ADI 5.766/DF, suspender a exigibilidade da verba honorária devida pela parte autora, a qual somente poderá ser executada se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que a certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência econômica que justificou a concessão da gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, a obrigação. Inalterado o valor da condenação.
Indexação
Intervalo Intrajornada; Indenização por Dano Material; Assistência Judiciária Gratuita; Honorários Advocatícios; Juros; Correção Monetária