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Jurisprudências

TSTRR 20431-07.2020.5.04.0523

Estabilidade provisória: doença ocupacional

  • Direito do Trabalho
  • Estabilidade provisória
  • Doença ocupacional
  • Nexo de concausalidade reconhecido após a dispensa
  • Estabilidade Acidentária

Ementa

I – AGRAVO INTERPOSTO PELO RECLAMANTE. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DOENÇA OCUPACIONAL. NEXO DE CONCAUSALIDADE RECONHECIDO APÓS A DISPENSA. SÚMULA 378, II, DO TST. TRANSCENDÊNCIA DA CAUSA QUE SE EVIDENCIA. Ante as razões apresentadas pelo reclamante, afasta-se o óbice erigido na decisão monocrática. Agravo conhecido e provido, no tema. II - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DOENÇA OCUPACIONAL. NEXO DE CONCAUSALIDADE RECONHECIDO APÓS A DISPENSA. SÚMULA 378, II, DO TST. No caso, o Tribunal Regional concluiu que " o reconhecimento judicial da concausa não dá licença à pretensão reintegratória", bem como que "o reclamante afastou-se em benefício previdenciário acidentário apenas de 25/12/2013 a 10/02/2014 ". Aparente contrariedade à Súmula 378, II, do TST, nos moldes do art. 896 da CLT, a ensejar o provimento do agravo de instrumento, nos termos do artigo 3º da Resolução Administrativa nº 928/2003. Agravo de instrumento conhecido e provido. III - RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DOENÇA OCUPACIONAL. NEXO DE CONCAUSALIDADE RECONHECIDO APÓS A DISPENSA. SÚMULA 378, II, DO TST. 1. No caso, o Tribunal Regional concluiu que " o reconhecimento judicial da concausa não dá licença à pretensão reintegratória", bem como que "o reclamante afastou-se em benefício previdenciário acidentário apenas de 25/12/2013 a 10/02/2014 ". 2. Todavia, esta Corte Superior, interpretando o art. 118 da Lei n.º 8.213/91, fixou o entendimento, consubstanciado no item II da Súmula n.º 378, que são pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. 3. Nesse sentido, da exegese do citado item II da Súmula n.º 378, extrai-se que o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário são requisitos dispensáveis para a concessão da estabilidade provisória, quando constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade/concausalidade com a execução do contrato de emprego. 4. Além disso, o reconhecimento do nexo de concausalidade caracteriza o acidente de trabalho/doença ocupacional, fazendo jus o empregado à estabilidade provisória prevista no art. 118 da Lei 8.213/91. 5. Configurada a contrariedade à Súmula 378, II, do TST. Recurso de revista conhecido e provido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade: (i) conhecer do agravo e, no mérito, dar-lhe provimento para processar o respectivo agravo de instrumento exclusivamente quanto ao tema "ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DOENÇA OCUPACIONAL"; (ii) conhecer do agravo de instrumento e, no mérito, dar-lhe provimento, para determinar o processamento do recurso de revista; e (iii) conhecer do recurso de revista quanto ao tema "ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DOENÇA OCUPACIONAL", por contrariedade à Súmula 378, II, TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para, reformando o acórdão recorrido, condenar a ré ao pagamento dos salários e seus reflexos correspondentes ao período da estabilidade provisória, respeitados os limites do pedido. Custas processuais inalteradas.

Indexação

Estabilidade Acidentária

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