STJAgInt no AREsp 3.078.738
Servidor público federal: reajuste de 28,86%
Relator(a): Herman Benjamin
- Processo Civil
- Direito Civil
- Direito Administrativo
- Servidor público federal
- Reajuste de 28,86%
- Compensação com índices das leis n. 8.622/1993 e 8.627/1993
- Título executivo sem previsão expressa
- Coisa julgada
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUSTE DE 28,86%. COMPENSAÇÃO COM ÍNDICES DAS LEIS N. 8.622/1993 E 8.627/1993. TÍTULO EXECUTIVO SEM PREVISÃO EXPRESSA. TEMA 476/STJ. COISA JULGADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA (ART. 1.021, § 1º, DO CPC). SÚMULA 182/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. A decisão conheceu do Agravo para dar provimento ao Recurso Especial para adequação do julgado ao Tema 476/STJ, a fim de afastar a compensação do reajuste de 28,86% com os índices previstos nas Leis n. 8.622/1993 e 8.627/1993 e determinar o prosseguimento da execução.
2. O Agravo Interno não enfrenta, de modo direto e específico (art. 1.021, § 1º, do CPC), o núcleo decisório que deu provimento ao Recurso Especial; qual seja, a inexistência de autorização expressa no título executivo para compensar o índice de 28,86% com os reajustes das Leis n. 8.622/1993 e 8.627/1993, em respeito à coisa julgada, e a inaplicabilidade de suposta autorização "implícita" no RE n. 254.733-6/DF. Limitou-se a reproduzir precedentes pretéritos, superados pelo entendimento vinculante desta Corte, sem demonstrar distinguishing com o Tema 476/STJ nem apontar comando expresso no título.
3. Incide o óbice da Súmula 182/STJ, assim redigida: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada"
4. Agravo Interno não conhecido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/10/2026 a 20/10/2026, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sérgio Kukina, Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina.