TSTRRAg 20373-15.2017.5.04.0521
Adicional de insalubridade: diante da premissa fática acima descrita, o recurso é obstado pela Súmula 126 do TST
- Direito do Trabalho
- Adicional de insalubridade
- Horas in itinere
- Supressão norma coletiva
Ementa
I - AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. O TRT manteve a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade com fundamento nas conclusões do laudo, segundo o qual as atividades do reclamante são caracterizadas como insalubres em grau médio, devido à exposição ao agente físico ruído devido à falta de substituição do EPI protetor auditivo, dotipo plug, cujo período de vida útil é de 6 meses. Diante da premissa fática acima descrita, o recurso é obstado pela Súmula 126 do TST. Agravo de instrumento a que se nega provimento. II - RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. HORAS IN ITINERE . SUPRESSÃO NORMA COLETIVA. TEMA N. 1.046. No ARE n. 1.121.633 (Tema n. 1.046 da Tabela de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal), consagrou-se que " são constitucionais os acordos e as convençõescoletivosque, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis ". A Suprema Corte, portanto, prestigiou a negociaçãocoletiva, mas ressalvou aqueles direitos considerados de indisponibilidade absoluta. De outro lado, conforme se extrai do voto condutor exarado no referido julgamento do STF, " são excepcionais as hipóteses em que acordo ou convençãocoletivosde trabalho podem reduzir garantias previstas no padrão geral heterônomo justrabalhista " e que " isso ocorre somente nos casos em que a lei ou a própria Constituição Federal expressamente autoriza a restrição ousupressãodo direto do trabalhador ". Com efeito, asnormasconstitucionais de proteção do trabalho dotadas de eficácia plena não podem ser derrogadas por legislação infraconstitucional autônoma ou heterônoma, porque estas retiram da própria Constituição o seu fundamento de validade. No caso vertente, a Corte Regional considerou válida anormacoletivaapresentada no que se refere à supressão das horas in itinere . Ou seja, a mesma situação discutida nos autos do processo indicado como leading case do Tema nº 1046. Ou seja, a mesma situação discutida nos autos do processo indicado como leading case do Tema nº 1.046. Assim, diante da tese que se consagrou no ARE n. 1.121.633 (Tema n. 1.046) e RE 895.759 AgR, não é mais possível recusar validade ànormacoletivaque exclui ou relativiza a contagem das horas initinere como tempo à disposição do empregado . Recurso de revista não conhecido.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo de instrumento da reclamada; e II - não conhecer do recurso de revista do reclamante.
Indexação
Horas in Itinere; Adicional de Insalubridade