TSTAg-AIRR 0000605-90.2023.5.14.0141
Rito sumaríssimo: indenização por dano moral
Relator(a): KÁTIA MAGALHÃES ARRUDA
- Direito Civil
- Direito do Trabalho
- Direito Internacional
- Rito sumaríssimo
- Indenização por dano moral
- Empregado contratado como pedreiro
- Insuficiência de instalações sanitárias
- O reclamante foi contratado pelo consórcio como pedreiro
- Fica prejudicada a análise da transcendência
Ementa
AGRAVO DO RECLAMADO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. LEI Nº 13.467/2017. RITO SUMARÍSSIMO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. EMPREGADO CONTRATADO COMO PEDREIRO. INSUFICIÊNCIA DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. ÓBICES PROCESSUAIS QUE IMPEDEM O CONHECIMENTO DA MATÉRIA NO TST NO CASO DOS AUTOS. Na decisão monocrática foi negado provimento ao agravo de instrumento, ficando prejudicada a análise da transcendência. O reclamante foi contratado pelo consórcio como pedreiro. O TRT manteve a sentença que condenou a parte reclamada ao pagamento da indenização por dano moral considerando as provas dos autos que revelaram fornecimento insuficiente de instalações sanitárias no canteiro de obras. A parte reclamada pretende ver afastada a condenação com a alegação de que comprovou a disponibilização de dois banheiros por trecho, prova que foi desqualificada, e que havia locais para refeições. Contudo, o trecho do acórdão do TRT transcrito pela parte registra o contrário do alegado pela parte reclamada quanto a instalações sanitárias, que houve insuficiência a ferir regras de proteção ao meio ambiente de trabalho. Logo, nesse particular, decisão contrária à adotada pelo Tribunal Regional nos moldes pretendidos pela parte somente seria possível mediante a análise do conjunto fático-probatório dos autos, situação vedada pela Súmula n.° 126 do TST. Com relação aos locais de refeição, o trecho transcrito não demonstra o prequestionamento, pelo que há incidência do art. 896, § 1º-A, I e III, da CLT. Fica prejudicada a análise da transcendência. Agravo a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo. Brasília, 9 de dezembro de 2025. KÁTIA MAGALHÃES ARRUDA Ministra Relatora