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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.015.984

Roubo majorado e extorsão qualificada: reconhecimento pessoal e fotográfico

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Direito Penal
  • Roubo majorado e extorsão qualificada
  • Reconhecimento pessoal e fotográfico
  • Nova orientação jurisprudencial do STJ
  • Reconhecimento inválido
  • Possibilidade de condenação com base em outras provas autônomas
  • Existência de conjunto probatório harmônico e coeso

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO E EXTORSÃO QUALIFICADA. RECONHECIMENTO PESSOAL E FOTOGRÁFICO. VIOLAÇÃO AO ART. 226 DO CPP. NOVA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO STJ. RECONHECIMENTO INVÁLIDO. POSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO COM BASE EM OUTRAS PROVAS AUTÔNOMAS. EXISTÊNCIA DE CONJUNTO PROBATÓRIO HARMÔNICO E COESO. DECLARAÇÕES DA VÍTIMA EM JUÍZO. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO NA VIA ELEITA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. Nos termos da jurisprudência pacificada desta Corte, a inobservância das formalidades legais do art. 226 do CPP invalida o reconhecimento realizado, que não poderá, por si só, servir de lastro à condenação.

2. Tal nulidade, contudo, não contamina a condenação quando esta se fundamenta em conjunto probatório independente, coeso e harmônico, produzido sob o crivo do contraditório e da ampla defesa.

3. No caso concreto, a condenação do agravante não se amparou exclusivamente em reconhecimentos fotográfico e pessoal tidos como viciados, mas também em provas autônomas, tais como depoimentos da vítima e elementos materiais colhidos durante a persecução penal, que descrevem de forma detalhada a dinâmica criminosa e a atuação individualizada dos agentes. Salientou-se, ainda, que a vítima apontou espontaneamente os recorrentes dentre os indivíduos que lhe foram apresentados, ratificando o reconhecimento em audiência, ocasião em que afirmou não ter dúvidas quanto à identificação dos autores do delito, destacando, ainda, o longo período de interação e confinamento ao lado dos réus, o que lhe permitiu memorizar suas características físicas, especialmente por não estarem usando máscaras.

4. A revisão da conclusão das instâncias ordinárias sobre a autoria delitiva demandaria reexame do acervo fático-probatório, providência incabível na via estreita do habeas corpus.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 28/08/2025 a 03/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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