TSTEDCiv-RR-Ag-RR 0001305-78.2023.5.07.0006
Caixa bancário: intervalo do digitador
Relator(a): DELAÍDE ALVES MIRANDA ARANTES
- Direito do Trabalho
- Caixa bancário
- Intervalo do digitador
- Caixa econômica federal
- Omissão não configurada
Ementa
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI 13.467/2017. CAIXA BANCÁRIO. INTERVALO DO DIGITADOR. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. NORMA COLETIVA QUE NÃO FAZ RESSALVAS QUANTO À PREPONDERÂNCIA OU EXCLUSIVIDADE DA ATIVIDADE DE DIGITAÇÃO. TEMA 51 DA TABELA DE INCIDENTE DE RECURSO REPETITIVO DO TST. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. 1. O acórdão embargado não padece de nenhum vício que justifique a oposição da presente medida processual. 2. O acórdão embargado, ao dar provimento ao recurso de revista do reclamante, fundamentou-se na tese firmada no Tema 51 da Tabela de Recurso de Revista Repetitivo do TST, a qual estabelece que "O caixa bancário que exerce a atividade de digitação, independentemente se praticada de forma preponderante ou exclusiva, ainda que intercalada ou paralela a outra função, tem direito ao intervalo de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados previsto em norma coletiva ou em norma interna da Caixa Econômica Federal, salvo se, nessas normas, houver exigência de que as atividades de digitação sejam feitas de forma preponderante e exclusiva". A alteração posterior da norma coletiva, que, segundo a embargante, teria passado a exigir a permanência na digitação, não foi devidamente prequestionada e analisada na instância ordinária a ponto de infirmar a tese aplicada. Súmula 297, I, do TST. Embargos de declaração não providos.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento aos embargos de declaração. Brasília, 19 de novembro de 2025. DELAÍDE MIRANDA ARANTES Ministra Relatora