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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.832.549

Tráfico de drogas: princípio da insignificância

Relator(a): Ribeiro Dantas

  • Direito Penal
  • Tráfico de drogas
  • Princípio da insignificância
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Ementa

DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. RECURSO IMPROVIDO.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do recurso especial, mantendo a condenação dos agravantes por tráfico de drogas, com base em elementos probatórios consistentes, incluindo monitoramento policial e apreensão de entorpecentes.

II. Questão em discussão

2. A questão em discussão consiste em saber se a condenação por tráfico de drogas pode ser desconstituída com base na alegação de insuficiência probatória e na aplicação do princípio da insignificância.

3. A defesa alega que a questão não envolve reexame de fatos, mas sim revaloração jurídica, afastando o óbice da Súmula 7 do STJ.

III. Razões de decidir

4. O princípio da insignificância não se aplica ao crime de posse de drogas para consumo pessoal, por se tratar de crime de perigo abstrato, conforme jurisprudência do STJ.

5. A condenação por tráfico de drogas encontra respaldo em provas robustas, incluindo depoimentos de policiais e apreensão de entorpecentes, que indicam a prática do crime pelos agravantes.

6. A desclassificação para o crime de posse para consumo pessoal não é cabível, pois não foi demonstrado o propósito exclusivo de uso próprio da substância entorpecente.

7. A análise do conjunto fático-probatório é vedada em recurso especial, conforme Súmula 7 do STJ.

IV. Dispositivo e tese

8. Agravo regimental desprovido.

Tese de julgamento: "1. O princípio da insignificância não se aplica ao crime de posse de drogas para consumo pessoal, por ser de perigo abstrato. 2. A condenação por tráfico de drogas pode ser mantida com base em provas consistentes, sem necessidade de reexame fático-probatório. 3. A desclassificação para posse para consumo pessoal requer demonstração do propósito exclusivo de uso próprio, o que não foi comprovado."

Dispositivos relevantes citados: Lei nº 11.343/2006, arts. 28 e 33.

Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no RHC 193.183/RJ, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 15/4/2024; STJ, AgRg no AREsp 875.769/ES, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 7/3/2017.

Tese

"1. O princípio da insignificância não se aplica ao crime de posse de drogas para consumo pessoal, por ser de perigo abstrato. 2. A condenação por tráfico de drogas pode ser mantida com base em provas consistentes, sem necessidade de reexame fático-probatório. 3. A desclassificação para posse para consumo pessoal requer demonstração do propósito exclusivo de uso próprio, o que não foi comprovado."

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Messod Azulay Neto e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik. Convocado o Sr. Ministro Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS).

Indexação

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