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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 11386-71.2016.5.15.0083

Adicional de periculosidade: agente de apoio socioeducativo da fundação casa

  • Direito do Trabalho
  • Adicional de periculosidade
  • Agente de apoio socioeducativo da fundação casa
  • Mantida a decisão agravada
  • Correção Monetária
  • Fazenda Pública

Ementa

AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. AGENTE DE APOIO SOCIOEDUCATIVO DA FUNDAÇÃO CASA. 1. Sobre a matéria, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o IRR- 1001796-60.2014.5.02.0382, em 14/10/2021, com acórdão publicado em 12/11/2021, reafirmou a jurisprudência majoritária desta Corte, fixando tese no sentido de que os Agentes de Apoio Socioeducativo da Fundação Casa exercem função de segurança pessoal e patrimonial e estão submetidos a alto risco de sofrer violência no trabalho, sendo devido o adicional de periculosidade, na forma do artigo 193, II, da CLT (com a redação determinada pela Lei nº 12.740/2012) e do Anexo 3 da NR-16. 2. Na mesma ocasião, a SBDI-1 do TST indeferiu a compensação do adicional de periculosidade com a Gratificação por Regime Especial de Trabalho –GRET, registrando que: " Admitido pela Fundação Casa que a Gratificação por Regime Especial de Trabalho é paga a todos os empregados da Fundação Casa, considerada apenas a atividade fim da instituição, independentemente da função desenvolvida ou do cargo ocupado, não se verifica a identidade de natureza para a pretendida compensação com o adicional de periculosidade ora reconhecido aos Agentes de Apoio Socioeducativo ." 3. No caso dos autos, a Corte Regional deferiu o pleito autoral quanto ao adicional de periculosidade, tendo em vista as atividades desempenhadas pelo autor junto à ré como agente de apoio socioeducativo, bem como concluiu ser incabível a equiparação ou compensação com a Gratificação por Regime Especial de Trabalho, tendo em vista que esta " é paga a todos os empregados que trabalham direta e internamente nas unidades da instituição reclamada, independentemente das funções desempenhadas, conforme se extrai da documentação que instrui os autos (ID b2be4b6), alcançando, assim, até os servidores que não se sujeitam aos riscos a que se refere o inciso II do artigo 193 do Diploma Consolidado ." (pág. 562). Nesses termos, a decisão recorrida está em conformidade com o posicionamento adotado pela SBDI-1 desta Corte Superior, pelo que incidem os óbices do artigo 896, § 7º, da CLT e da Súmula nº 333/TST ao seguimento do apelo. Mantida a decisão agravada. Agravo conhecido e desprovido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer e negar provimento ao agravo.

Indexação

Adicional de Periculosidade; Correção Monetária; Fazenda Pública

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