TSTAg-Emb 0020420-92.2023.5.04.0451
Validade jurídica da fundamentação “per relationem ”
Relator(a): ALBERTO BASTOS BALAZEIRO
- Direito do Trabalho
- Validade jurídica da fundamentação “per relationem ”
- Não configuração
Ementa
AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. VALIDADE JURÍDICA DA FUNDAMENTAÇÃO “PER RELATIONEM ”. CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO CONFIGURAÇÃO. Conforme atual jurisprudência desta Corte e do Supremo Tribunal Federal, a fundamentação per relationem cumpre a exigência do art. 93, IX, da Constituição Federal, e não viola os princípios e garantias constitucionais do devido processo legal (art. 5º, LIV), do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV), além de preservar o direito à razoável celeridade da tramitação processual (art. 5º, LXXVIII). Revela-se, na prática, como ferramenta apropriada de racionalização da atividade jurisdicional. Precedentes. Agravo a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 12 de março de 2025. ALBERTO BASTOS BALAZEIRO Ministro Relator