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Jurisprudências

TSTRR 1002291-87.2023.5.02.0609

Interposição sob a égide da lei 13.467/2017: rito sumaríssimo

Relator(a): ALBERTO BASTOS BALAZEIRO

  • Direito do Trabalho
  • Interposição sob a égide da lei 13.467/2017
  • Rito sumaríssimo
  • Empregada gestante
  • Estabilidade provisória
  • Ausência de assistência sindical
  • Efeitos

Ementa

RECURSO DE REVISTA. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DA LEI 13.467/2017. RITO SUMARÍSSIMO. EMPREGADA GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. PEDIDO DE DEMISSÃO. AUSÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SINDICAL. EFEITOS. TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA RECONHECIDA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que é fundamental a chancela sindical nos casos de pedido de demissão da empregada gestante, sendo considerado requisito de validade do ato, uma vez que objetiva resguardar o direito da obreira e do nascituro. 2. No caso, o acordão regional foi proferido em dissonância com esse entendimento. Recurso de revista conhecido e provido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do recurso de revista, por violação ao art. 10, II, letra b, do ADCT, e, no mérito, dar-lhe provimento para, reformando o acórdão regional, reconhecendo o direito à estabilidade provisória da gestante, condenar o reclamado ao pagamento da indenização substitutiva à garantia provisória de emprego e suas repercussões, desde a dispensa até cinco meses após o parto. Invertidos os ônus da sucumbência, mantém-se o valor arbitrado à condenação, inclusive quanto aos honorários advocatícios em favor do patrono do reclamante. Brasília, 11 de fevereiro de 2025. ALBERTO BASTOS BALAZEIRO Ministro Relator

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