STJAgInt no AREsp 3.129.349
Contratação de seguro por telefone: descontos indevidos
Relator(a): Maria Isabel Gallotti
- Direito Civil
- Processo Civil
- Sucessões e Planejamento Patrimonial
- Direito Securitário
- Contratação de seguro por telefone
- Descontos indevidos
- Inexistência de negócio jurídico
- Validade do consentimento
- Dano moral sofrido pelo falecido
- Legitimidade dos herdeiros
Ementa
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CONTRATAÇÃO DE SEGURO POR TELEFONE. DESCONTOS INDEVIDOS. INEXISTÊNCIA DE NEGÓCIO JURÍDICO. VALIDADE DO CONSENTIMENTO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. DANO MORAL SOFRIDO PELO FALECIDO. LEGITIMIDADE DOS HERDEIROS. SÚMULA 642/STJ. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. HONORÁRIOS RECURSAIS. NÃO CABIMENTO.
1. A validade da contratação realizada por telefone foi afastada pelo Tribunal de origem com base no exame da gravação, da ausência de envio da apólice, do certificado individual sem assinatura e das circunstâncias pessoais do consumidor.
2. A revisão da conclusão quanto à existência de consentimento válido e à suficiência das informações prestadas demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado pela Súmula 7/STJ.
3. O direito à indenização por dano moral sofrido pelo falecido transmite-se com o óbito, possuindo os herdeiros legitimidade para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória, nos termos da Súmula 642/STJ.
4. A ausência de impugnação adequada ao fundamento do acórdão recorrido, apoiado na transmissibilidade do direito à reparação, atrai a incidência da Súmula 284/STF.
5. Não cabe majoração de honorários recursais no julgamento de agravo interno interposto contra decisão singular no mesmo grau de jurisdição.
6. Agravo interno a que se nega provimento.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/06/2026 a 22/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG), João Otávio de Noronha e Raul Araújo votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.