TSTAIRR 0011133-86.2018.5.15.0027
Execução: honorários advocatícios
Relator(a): JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA
- Direito do Trabalho
- Direito Constitucional
- Processo Civil
- Execução
- Honorários advocatícios
- Coisa julgada
Ementa
AGRAVO. LEI Nº 13.467/2017. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO ANTES DO JULGAMENTO DA ADI 5.766 PELO STF. COISA JULGADA. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA. NÃO PROVIMENTO. 1. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.766 foi decidida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 20/10/2021, data em que a inconstitucionalidade foi reconhecida nos termos dos artigos 790-B, caput e § 4º, e 791-A, § 4º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 2. Esta Corte Superior entende que os efeitos da decisão do STF, no julgamento da ADI 5.766/DF, sobre a declaração de inconstitucionalidade da expressão "desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa", disposta na redação do § 4º do artigo 791-A da CLT, não atingem a coisa julgada, a qual somente pode ser desconstituída por meio de ação rescisória. 3. Na hipótese, o egrégio Tribunal Regional condenou a parte autora ao pagamento de honorários advocatícios à parte ré registrando que a decisão transitada em julgado se deu em 19/08/2021. Portanto, considerou que o título permanece exigível, pois teria transitado em julgado em momento anterior à decisão do STF que transitou em julgado em 20/10/2021. 4. Desta forma, constato que o v. acórdão regional foi proferido em sintonia com o entendimento desta Corte Superior, de forma que o conhecimento do recurso de revista encontra óbice na Súmula nº 333 e no artigo 896, § 7º, da CLT. Agravo de instrumento a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo de instrumento. Brasília, 23 de setembro de 2025. JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA Desembargador Convocado Relator