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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.106.191

Roubo: reconhecimento pessoal

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Direito Penal
  • Roubo
  • Reconhecimento pessoal
  • Negativa de prestação jurisdicional afastada

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO. RECONHECIMENTO PESSOAL. ART. 226 DO CPP. TEMA 1.258/STJ. IRREGULARIDADE QUE INVALIDA O RECONHECIMENTO, MAS NÃO CONTAMINA A CONDENAÇÃO AMPARADA EM PROVAS AUTÔNOMAS DE AUTORIA. FONTE INDEPENDENTE (PLACA DO VEÍCULO), LOCALIZAÇÃO DA RES FURTIVA NA RESIDÊNCIA DO AGRAVANTE, PRESENÇA DO AGRAVANTE NO LOCAL E RECONHECIMENTO JUDICIAL SOB CONTRADITÓRIO. INVIABILIDADE, EM HABEAS CORPUS, DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO PARA AFASTAR A VALORAÇÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL AFASTADA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. À luz do Tema 1.258/STJ, a inobservância do art. 226 do CPP invalida o reconhecimento e impede sua utilização isolada como fundamento condenatório, admitindo-se a subsistência do édito quando amparado em provas independentes e autônomas de autoria.

2. No caso, a decisão agravada apontou elementos autônomos e idôneos de autoria, não decorrentes do ato viciado: intervenção policial baseada em fonte independente (placa indicada pela vítima), localização do veículo e dos objetos roubados na residência do agravante, presença do agravante no local e reconhecimento judicial sob contraditório.

3. A tentativa de atribuir prevalência ao primeiro reconhecimento, em detrimento do acervo autônomo, demanda revaloração de fatos e provas, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus.

4. Afastada a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto o decisum enfrentou os pontos essenciais da controvérsia, nos termos da orientação jurisprudencial consolidada.

5. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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